Competitividade e a Escassez.




Oi pessoal! O tema de hoje é a competitividade. Não vamos focar no gosto que algumas pessoas têm por competir, mas sim na raiz que gera a competitividade.

No geral, somos todos pessoas competitivas em algum nível. É natural, somos avaliados desde pequenininhos com notas, comparados uns aos outros e vendo os destaques receberem alguma recompensa.

Mas se olharmos com um pouco mais de profundidade, vamos perceber que temos um senso de escassez. Essa ideia de que “tem pouco” faz com que queiramos competir para garantir a nossa parte. A tia da escola tem só 3 estrelinhas para dar e tem 30 alunos na sala. Meus pais não têm muito tempo disponível e sobra pouco para mim. Só tem 100 vagas para entrar naquela universidade. Existem menos homens que mulheres nesse país. Existem poucas mulheres com o corpo dessa forma.
Enfim, temos essa noção de que tudo é limitado e temos que lutar para conseguir aquilo.

Podemos, inicialmente, fazer uma avaliação das áreas das nossas vidas em que somos mais competitivos e, depois, passarmos uma por uma e nos perguntando “o que eu acho que é escasso aqui que me faz querer competir?”.

Em alguns casos, vamos ver que a resposta é bem básica, do tipo “tem pouco combustível, então quero garantir que eu terei para me locomover”. Em outros casos, a resposta já vai ser um pouco mais subjetiva, como “me falta afeto, então quero competir pela atenção das pessoas”.

Se analisarmos com muita calma e paciência, vamos perceber o quanto as nossas vontades e atitudes são movidas pela competitividade, que por sua vez vem da crença da escassez. E a minha proposta nesse texto é que comecemos a desconstruir essa ideia de que algo pode estar em “falta”.

Alguns pontos que podem ajudar:
  • ·         Nem todo mundo tem o mesmo objetivo, então pode ser que isso não esteja realmente em “falta”.
  • ·         É importante avaliar se realmente queremos aquilo, ou se estamos buscando aquilo exatamente para competir. Nesse sentido é muito comum que deixaremos de dar valor logo que conquistarmos o objetivo.
  • ·         Estamos em um planeta maravilhoso e com infinitos recursos e possibilidades. Realmente precisamos competir por algo? Se queremos algo que parece escasso, não podemos procurar outra possibilidade?
  • ·         Muitas vezes o que um tem em falta, ou outro tem de sobra! Então se buscarmos em nosso próprio círculo social e nos colocarmos mais dispostos a nos abrirmos e trocarmos (afeto, experiências, bens, conhecimento, contatos, oportunidades), uma boa parte do que “falta” será suprido.

Se pararmos de ver o outro como competidor, concorrente, inimigo, vamos perceber que podemos ser colaboradores, companheiros, professores, ajudantes. É uma mudança de crenças e pensamentos que pode transformar todo o cenário mundial em que nos encontramos.

Somar ao invés de segregar! Compartilhar ao invés de acumular!

Numa grande escala, é muito difícil que isso vá ocorrer em breve, porém, na nossa escala individual, é possível! Como sempre, começamos nas pequenas coisas e, naturalmente isso vai evoluindo.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:

Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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