Autossabotagem - dois processos que a provocam
Oi pessoal! No texto de hoje vamos falar um pouco sobre autossabotagem. Iremos abordar dois aspectos que possivelmente transbordam em se sabotar: autoculpa e medo de errar/falhar.
Já falamos um pouco da culpa interior que sentimos. Essa
culpa faz com que não nos sintamos merecedores e, consequentemente, vamos ter
atitudes, pensamentos e até sentimentos que justifiquem a nossa culpa e falta
de merecimento. Assim, damos tiros em nossos pés com muita frequência. Essas
autossabotagens são as que nos fazem sentir mal conosco, as que nos fazem
cometer excessos, nos mantermos nos vícios e tantas outras atitudes que
alimentam o processo.
Nesse sentido, é algo muito profundo e que envolve o
processo de autoperdão, da fé em nós mesmos, de que podemos ser pessoas melhores
a cada dia. Perdoarmos-nos a cada uma dessas autossabotagens também é importante.
Simplesmente olhamos para o que foi feito e nos esforçamos para não repetir,
sem nos culparmos ainda mais.
Na meditação Vipassana, aprendemos que quando paramos de
alimentar um processo, com o passar do tempo ele se esgota. É como se
parássemos de por lenha na fogueira, assim o que tem de lenha vai continuar
queimando por um tempo, mas em algum momento o fogo vai apagar. Então, se
paramos de alimentar nossa autoculpa com mais atitudes para nos culparmos, em
algum momento ela vai acabar.
O segundo aspecto é o medo de errar ou falhar. Muitas vezes
nos cobramos de maneira tão profunda que sabotamos nossas próprias vidas para não
“correr o risco” da falha. Por exemplo: se eu tenho um teste, estudo muito para
ele e não passo no teste, me sinto mal. Então não estudo ou estudo pouco, pois
assim minha falha será justificada.
Parece algo muito “maluco”, mas se olharmos com profundidade
nossas autossabotagens, vamos nos surpreender com quantas delas ocorrem por
conta desse medo.
E o que fazer? Bom, aos poucos vamos enfrentando a situação,
percebendo que muitas vezes vamos ter êxito e que, nas vezes em que realmente
falharmos, o mundo não irá acabar. Além disso, é bom lembrar que o erro é um
grande professor, através dele temos um grande crescimento. Por último, vale
exercitar a nossa humildade, no sentido de admitir para nós mesmos que vamos cometer
muitos erros ao longo da vida, não estamos em um momento de perfeição, mas sim
de desenvolvimento.
Atuando sobre esses dois processos, teremos uma grande
diminuição nas atitudes de autossabotagem e estaremos mais livres para viver de
fato.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no
blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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