Armadilha da terapia - afundar nos "defeitos"



Oi pessoal! Vem chegando o texto da semana e vamos falar de uma das armadilhas da terapia ou da busca pelo autoconhecimento. 

Estamos aqui para evoluir, certo? E hoje temos uma grande quantidade de pessoas percebendo isso de verdade e se propondo a buscar seu autoconhecimento e sua evolução. Mas, recentemente, tenho percebido uma das armadilhas da busca por se conhecer com profundidade: dar força a autocrítica.

Como assim? Nas terapias buscamos nos olhar com profundidade e, apesar de buscar características boas e pontos fortes, focamos a maior parte do processo em buscar e trabalhar os pontos fracos. Nisso, conhecemos cada vez mais nossos “defeitos” ou “inferioridades” (que eu prefiro chamar de pontos a melhorar) e, com o andar da carruagem, percebemos também os mais difíceis de mudar. Isso tudo pode ser aproveitado pelo Ego para se colocar para baixo...”ah veja como eu sou mesmo imperfeito”, “veja como eu sou mesmo mal”, “veja como eu realmente não tenho jeito”. 

Isso depende muito das tendências de cada pessoa à autocobrança, à falta de amor próprio, à vitimização, o que a grande maioria de nós tem. 

Quando isso ocorrer, se ocorrer, pode ser que tenha chegado a hora de trabalhar a aceitação. Aceitar quem somos, como somos, aceitar cada uma dessas características. Como postei recentemente, “aceitar algo não é o mesmo que acomodar-se, mas simplesmente reconhecer que aquilo tem o direito de existir”. A aceitação vai permitir que haja mais leveza no processo. Quando reconhecemos que algo em nós tem o direito de existir, honramos quem somos no momento presente, muitas vezes até conseguimos enxergar com clareza o porquê de aquilo estar manifestado em nós. E aí estamos mais livres para nos trabalhar, para partir para a ação e a mudança definitiva. 

Algumas coisas serão mais fáceis, outras mais difíceis, mas se estamos realmente abertos a melhorar, todo o necessário vai acontecer para isso.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:

Gratidão por ler até aqui.

Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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