Vitimização, Culpa e Autorresponsabilidade
Oi pessoal! O texto dessa semana vai falar um pouco sobre um
processo bem conhecido, a “vitimização”. Nós já mencionamos esse processo em
outros textos, porém hoje vamos ter alguns novos olhares sobre ele.
A vitimização em si é o processo de colocarmos a
responsabilidade de algo da nossa vida no externo. Isso serve até para coisas
boas, mas geralmente focamos nas ruins mesmo. Então algo ruim acontece e
buscamos loucamente um culpado para responsabilizar. Qualquer um serve: uma
pessoa, a chuva, o carro, a transição planetária, a energia do local de
trabalho. O importante, nesse primeiro momento, é não sermos nós mesmos os
responsáveis.
Bom, aí vamos para os conceitos que mostram que somos
responsáveis pela nossa realidade, que não sabemos realmente o mundo do outro,
então não podemos culpar o outro, que tivemos muitas e muitas encarnações, já
fizemos muitas coisas “boas” e “ruins” e temos nossos karmas para pagar. Enfim,
existe uma grande quantidade de conceitos que nos mostram que não devemos nos
vitimizar.
Recentemente tenho trabalhando muito as tentativas de sair
do papel de vítima e notei outro comportamento que não é útil, a “algozização”
(inventei a palavraaaa). Que é o outro lado da moeda. Então, se não somos a
vítima, somos os algozes ou vítimas de nós mesmos. E isso acontece quando não
temos absorvida a diferença entre Responsabilidade e Culpa. E trazer “A Culpa”
de tudo que acontece em sua vida para si é algo muito pesado e que causa muitos
danos, podendo somatizar doenças sérias.
A Culpa é algo que deve ser trabalhada com o Perdão (temos
texto sobre o Perdão aqui no blog). Não é fácil não cair na Culpa, digo isso
por exemplo próprio de uma culpadora nata! Mas vejamos bem, não precisamos
necessariamente passar pelo processo de culpar coisas, situações ou pessoas
(nem a nós mesmos). Podemos ir direto para a Autorresponsabilidade. A Autorresponsabilidade
sim é poderosa!
Ela tem o poder de olhar para qualquer situação da vida e
saber que, se é algo incômodo, é algo que te alerta para que uma mudança
interior seja feita. Podemos usar a famosa frase de Freud “Qual é a sua
responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”, ou uma que eu busco usar
“O que eu tenho em mim que causou ou me levou para essa situação?”. E então
aproveitamos as oportunidades e fazemos nossas mudanças.
Assim, vamos conquistando o entendimento e a prática mais
plena do que é a vida, do que é a encarnação: uma escola. A Autorresponsabilidade
nos liberta de algumas amarras e permite que façamos com mais plenitude o que
realmente viemos fazer nessa vida: nossa transformação, nossa missão, nossa
contribuição para o planeta.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog,
ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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