A culpa é das vidas passadas




Oi pessoal! Mais um texto chegando e o tema é “a culpa é das vidas passadas”.

Venho percebendo que, dentre as pessoas que creem em reencarnação, há uma ideia bem comum de que pessoas de quem não gostamos, ou não nos damos bem, ou que basicamente “o santo não bate”, são pessoas com as quais tivemos problemas nas vidas passadas.

Muitas pessoas buscam acessar informações de vidas passadas para entender por que não se da bem com o pai, com a mãe, com a sogra, com o chefe, na esperança de descobrir que aquela pessoa lhe matou em outra vida, ou lhe fez muito mal, assim achando uma justificativa para não gostar dela e, talvez, uma solução para a convivência.

Algumas vezes, a pessoa até recebe a informação. Descobre que o outro a fez mal, ou o oposto, que ela quem fez mal ao outro e, a partir daí, temos um motivo. “Não me dou bem com meu pai porque ele foi meu marido e me batia”. “Tenho raiva da minha mãe porque, em outra vida, ela me queimou na fogueira”. Algumas vezes, a pessoa até entende que a vida atual é uma oportunidade para sanar essas situações e se esforça para isso, porém, sempre com aquela justificativa.

Por muito tempo, esse mesmo raciocínio fez sentido para mim, mas recentemente percebi outra coisa: independente de vidas passadas, o que faz com que não nos demos bem, ou tenhamos raiva de alguém, é a nossa personalidade, somos nós mesmos. A personalidade que eu digo aqui é a que chamamos de “Personalidade Congênita” na Psicoterapia Reencarnacionista, que nada mais é que a personalidade que já trazemos conosco, que fomos formando ao longo de todas as nossas encarnações.

Então ocorre que eu tenho uma Personalidade Congênita, o outro tem a Personalidade Congênita dele e essas duas personalidades se atritam. Isso faz com que numa vida um tenha matado o outro, em outra vida o outro tenha batido no um. E quanto mais vidas juntos com essas personalidades que não são muito compatíveis, junto com nossas tendências a apegos, mágoas, ressentimentos, mais a coisa tende a piorar, maior a tendência do “santo não bater”.

Então vidas passadas não influenciam? Simmmm, influenciam, mas porque temos situações a perdoar, temos padrões de “toma lá da cá” para quebrar. A partir do momento em que percebemos isso, temos mais liberdade para resolver nossos relacionamentos, nossos desafetos. Temos a possibilidade de irmos até a raiz do problema, entendendo o que eu tenho que não é compatível com o que o outro tem. A possibilidade de desenvolver a Empatia e a Compaixão. De dar ao outro o direito de ser quem ele é.

Essa percepção, inclusive, só tem a agregar a pessoas que fazem tratamentos que envolvem recordações de outras vidas, pois a pessoa tem a possibilidade de se abrir para outro lado do tratamento, o lado do autoconhecimento, do mergulho em si, podendo chegar muito mais longe.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:

Gratidão por ler até aqui.

Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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