Nossos processos de transformação
Oi pessoal! Texto chegando e essa semana vamos falar sobre nossos processos de transformação. O texto de hoje é bem breve e é, na verdade um relato meu, sobre meus processos de mudança dos últimos anos.
Primeiramente, vamos começar desconstruindo o que é o
terapeuta. Terapeuta não é um ser iluminado, curado e com todas as respostas.
Terapeuta é um ser com muitas e muitas coisas para melhorar, muitas curas para
alcançar e uns (muitos) Karmas para pagar, por isso, trabalha ajudando outras
pessoas. Nós terapeutas temos ferramentas que tem a finalidade de guiar as
pessoas para suas curas e o próprio terapeuta está incluído no pacote dos
ajudados.
Agora vamos ao meu relato de pessoa em tratamento!
Participei de algumas vivências nesse final de semana e
percebi o quanto estava negando algumas fragilidades minhas e querendo que
todas as minhas mudanças ocorressem organicamente, como se eu só precisasse
apertar um botão e simplesmente começasse a fluir de outra maneira e a viver
diferente. Ocorreu que, nesse final de semana, eu descobri que certas mudanças
não são tão fluidas e demandam mais esforço.
Com esses anos de busca por transformações e por
autoconhecimento, muitos processos foram relativamente simples de mudar com a
aplicação das terapias e ferramentas (o que não significa que foram fáceis e
que não foram doloridos). Quando isso ocorre, é porque o processo já estava bem
encaminhado por dentro, então bastou tomar consciência da causa raiz e pronto,
resolveu!
Com isso, eu criei um hábito de mergulhar em mim, me
conhecer cada vez mais profundamente e só perceber o quanto eu mudava a cada
descoberta, descobertas essas que eram cada vez mais profundas. Porém existem
algumas mudanças que eu busco desde o começo da minha jornada e não consegui alcançar,
foram elas que eu fui trabalhar nesse final de semana. O principal processo
dessas mudanças é uma compulsão alimentar.
Minha expectativa era a que eu havia criado ao longo dos
últimos anos: entender porque eu tenho esse comportamento, me liberar disso e
pronto! Vida nova! Eeeeeee...falhou. O que eu consegui encontrar é que algumas
coisas simplesmente são como são e, nesses casos, o esforço é muito necessário,
a disciplina é necessária.
Bom, então o que fazer? Voltar para o básico.
Para isso, primeiro precisamos aceitar. Aceitar quem somos,
aceitar nossos limites, nossas fragilidades e aceitar que não será fácil.
Depois da aceitação, vamos para a disposição. Nesse momento teremos que nos
dispor realmente a essa mudança e ao esforço que será necessário. Na minha
opinião, essa é a parte mais difícil, pois é quando pesamos se o esforço não é mais
“difícil” que permanecer onde estamos. E nessa fase, muitas vezes, acabamos
ficando presos nos processos, principalmente, se for um processo de vício.
Depois de nos pormos disponíveis, arregaçamos as mangas e
Mãos à Obra!
E não vai ser fácil, não vai ser orgânico, quedas virão,
recaídas virão, dúvidas virão. E iremos começar e recomeçar, até estarmos
firmes suficiente para perpetuarmos a mudança. Para facilitar, podemos
encontrar pessoas que precisam das mesmas mudanças ou mudanças parecidas e
juntar forças. Podemos nos inspirar em casos de sucesso. Podemos avaliar nossas
opções. Podemos até pausar o processo e tomar um fôlego!
Só não podemos esquecer que somos capazes de vencer nossas
fragilidades. Então, mãos à obra!!!
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no
blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

Comentários
Postar um comentário