Nossas Sombras - Quando nosso astral não está dos melhores
Estou num processo muito forte com as minhas Sombras nas
últimas semanas e, nos últimos dias, tenho desconstruído muitas coisas em
função desse contato com “o lado negro da força”.
Primeiro, vamos começar nos questionando:
“Por que temos de estar sempre bem?”.
“Por que quando estou irritada(o), triste, brava(o), não
posso transparecer ou dar vazão a isso?”.
“Por que temos tanta facilidade em compartilhar nossas
alegrias e não conseguimos fazer o mesmo com as Sombras?”.
“Por que a Luz tem que ser exaltada e a Sombra reprimida?”.
A verdade é que não sabemos lidar com as nossas Sombras e,
geralmente, temos uma vontade enorme de que elas sumam para sempre. E nesse
processo, vamos empurrando as Sombras para as profundezas do nosso Eu, torcendo
para que elas não subam mais.
Uma grande ilusão, pois elas estão lá! E em algum momento
vamos ter de encará-las. A vida vai nos colocando em situações que fazem com
que elas apareçam e, mesmo que empurremos tudo de volta láááá para o fundo, a
vida é incansável e vai continuar fazendo seu trabalho, nos colocando em
contato com todas as nossas faces.
Bem, então que tal começarmos a aproveitar nossos dias de “mau
humor”? Nossos dias de carência? Nossos dias de fraqueza? Por que temos esses
dias? Será que é porque eu me descuidei? Descuidei da minha vibração? Será????
Eu não chegue exatamente a uma conclusão sobre isso, mas
começo a desconfiar que mesmo que cuidemos sempre da nossa vibração, as Sombras
surgirão! E o lado bom é que se recebemos nossas Sombras com certo equilíbrio,
vamos entender porque elas estão ali, tendo a oportunidade de nos conhecer
ainda mais (com sinceridade) e perceber mais pontos a serem trabalhados.
Para ficar mais prático, vou compartilhar esse meu processo
atual.
No texto anterior sobre os processos de mudança, eu
mencionei um trabalho profundo e difícil que eu havia participado. Desde esse
mesmo trabalho que eu tenho estado em contato bem constante com as minhas Sombras.
Tenho estado irritada, crítica, sem muita vontade de fazer as coisas do meu dia
a dia, com muita vontade de comer coisas que eu tinha me proposto a não comer. A
primeira semana bateu com a minha TPM, então achei que fosse algo do meu ciclo,
mas a Lua (menstruação) veio, foi embora e as Sombras continuam.
Então entre ontem e hoje comecei a encarar isso tudo, pois
já estava transbordando meu processo para os outros, falando de forma mais
áspera, sendo menos paciente com as pessoas e a alimentação já tinha ido para o
espaço. Então entrei numa conversa franca com esse meu lado. E percebi o quanto
eu reprimo tudo isso. Não posso me irritar, não posso criticar, não posso
comer, tem que isso, tem que aquilo, minha nossa, sou um general comigo mesma.
E precisei das minhas Sombras grudadas em mim para perceber que eu havia ido
longe demais.
E o mais interessante é que não foi uma falta de me cuidar
que trouxe esse processo, foi um excesso. Um desequilíbrio gerado por querer
estar sempre “equilibrada”. Decidi me permitir mais coisas, não ser tão rígida
comigo mesma. Decidi abraçar minha irritação e dançar com ela. Admitir “estou
irritada”, “estou num período de Sombras”. E Mundo, se eu fui ríspida com você
durante meu processo de Sombra, trabalhe sua paciência, porque eu tenho sim
dias irritados!!!!
Sabe o que aconteceu depois dessa aceitação e de perceber
que tenho de dar vazão para algumas coisas que me pareciam “erradas”? Melhorou.
A irritação está indo embora, a leveza no coração está voltando, as sensações
de peso estão se diluindo.
Minhas Sombras me trouxeram de volta ao equilíbrio. Elas
foram muito bem vindas. E da próxima vez em que eu me desequilibrar de maneira
semelhante, elas serão muito bem vindas novamente.
Por último, todo esse processo me fez lembra algo muito
importante: a Impermanência (busca aí no Blog que tem texto sobre ela). E meu
coração pulou de alegria ao ver todo esse lindo processo funcionando. Nada é
para sempre...a Luz vem e vai...a Sombra vem e vai...não vale a pena se apegar,
não vale a pena rejeitar...vai passar <3.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no
blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

Comentários
Postar um comentário