Crenças limitantes e camadas de crenças



Oi pessoal! No texto de hoje vamos falar um pouco sobre crenças limitantes.
Todas as nossas limitações vem de crenças limitantes? Particularmente eu acredito que todas nossas limitações vêm de uma única crença, a crença de que somos separados de Deus, do Todo. E dessa crença limitante nascem todas as outras.

Temos milhares e milhares de camadas de crenças que nos limitam, que também podem ser consideradas ilusões. Essas camadas são alimentadas o tempo todo pelo nosso Ego, que é quem acredita estar separado de Deus.

E por que acreditar que estamos separados de Deus nos limita? Porque se entendêssemos que somos todos parte de Deus, do Todo, entenderíamos que não há limitações. Mas isso só é possível ao nos livrarmos de todas essas camadas de ilusões, de crenças limitantes. Da crença de que somos maus, de que somos egoístas, orgulhosos, mesquinhos, destruidores da natureza, inimigos dos animais. O que é bem difícil de fazer quando vemos tantas coisas “ruins” no mundo e que tornam essas crenças tão “palpáveis”.

Mas vamos começar do começo. Ao olharmos para nossas vidas, há sempre algum tipo de insatisfação certo? Não vou abordar aqui se a insatisfação é “legítima” ou não, mas tentar mostrar algumas camadas de crenças que podem resultar nessa insatisfação. Aproveitando a atual situação do Brasil, uma pessoa que está desempregada por dois anos e que tenta procurar emprego, faz entrevistas e não consegue vaga. Então, tenta partir para o ramo de “autônomo” e também não consegue ganhar o suficiente.

A primeira crença é que a pessoa está nessa situação por conta da crise econômica do país. Sim, a crise existe, mas mesmo assim, há pessoas que continuam com boa situação financeira e outras que até inovaram com a oportunidade da crise e prosperaram. Porém, uma possibilidade é que a crença de que há uma escassez tenha despertado uma segunda camada, a de que “eu não mereço a prosperidade”. Então, em tempos que não temos dinheiro sobrando e há pessoas com fome, eu também não mereço ter. Essa segunda camada pode vir por conta de uma terceira camada que seria de “sentir-se culpado”.

Quando entramos na culpa, já começamos a atingir algumas camadas mais profundas. Pode vir de alguma ação feita nessa vida, o que torna essa culpa mais externa, porém, além disso, temos culpas que sentimos de ações de vidas passadas. E por que continuamos nos sentindo culpados? Por que não capazes de perdoarmos a nós mesmos?

Aí podemos entrar em uma quarta camada de que “somos pecadores” ou “somos impuros”. Assim, nós, seres humanos, não merecemos o verdadeiro perdão. E essa camada, por sua vez, tem origem na ilusão de que somos separados de Deus, “não somos divinos”.

E, como essas crenças, existem muitas outras: “não vou ser um bom pai, ou uma boa mãe, porque não tive bons pais para dar o exemplo”, “eu não consigo fazer uma aula de yoga porque tenho excesso de peso”, “já estou muito velho para isso”, “sou muito novo para aquilo”, muito alto, muito baixo, sou mulher, sou homem...Enfim, infinitas possibilidades.

Esses exemplos básicos podem nos ajudar a percebermos quantas vezes acreditamos que somos limitados, fazendo com que deixemos de acessar nosso verdadeiro potencial e acabemos sofrendo por isso. Com eles conseguimos ilustrar o processo das camadas de crenças, mas não quer dizer que todo mundo que não tem prosperidade financeira tem exatamente esse processo e nem que as coisas são tão simples como superar apenas cinco crenças limitantes. A maioria dos nossos processos tem muitas e muitas camadas e temos que passar por cada uma delas para nos libertarmos.

E claro, não tem receita de bolo. Tudo está baseado no bom e velho autoconhecimento, no olhar para si, se perceber, se perguntar “por que passo por isso?”, usar as ferramentas a que mais se adéqua e, aos poucos, ir obtendo as respostas e ir se trabalhando.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:

Gratidão por ler até aqui.


Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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