Meu Caminho na Espiritualidade



Oi pessoal! No texto de hoje, eu vou dar exemplo próprio e falar um pouco sobre a minha história por esse caminho da Espiritualidade. Ele vai citar várias Religiões e práticas pelas quais passei, porém o intuito aqui é que quem está lendo se volte a si mesmo e escute seu próprio coração. A Espiritualidade é exatamente isso, é olhar para si e seguir o seu próprio caminho e, se for o caso da pessoa, esse caminho pode ser sim religioso.

Começando meu relato: eu nasci e morei até os 16 anos na cidade de São Roque e, como a grande maioria das pessoas desse país, eu cresci Católica, não muito praticante. Porém, a época da(o) Crisma foi muito especial para mim e eu comecei a me engajar nas atividades da Igreja. Participava de grupos de jovens, ia a retiros e fazia parte da Pastoral da Juventude e a maior parte dos meus amigos era da Igreja. Em 2006, eu mudei para São Paulo para fazer o terceiro colegial e fui morar em um pensionato de freiras, próximo ao colégio em que eu iria estudar. Esse período foi crucial para a minha fé, pois foi quando eu pensei em me tornar freira, porém também foi quando uma sementinha de dúvida foi plantada em mim.

Pois bem, passei para o curso de Engenharia Mecânica e me mudei para Bauru. Ainda frequentava as Missas e foi lá que eu comecei realmente a duvidar se aquela Religião era para mim. O motivo em específico foi que comecei a observar algumas pequenas contradições, conforme passava por outras igrejas e diferentes padres. Como eu sempre fui muito racional, a crença que até então eu vivenciava já não bastava para mim, eu precisava de algo mais.

Mais ou menos no mesmo período, eu comecei a ver luzes e pessoas andando pelo meu quarto no meio da noite. A mediunidade começou a emergir e eu nem sabia direito o que era isso. Fiquei uns dois anos vendo essas coisas acontecendo sem procurar exatamente uma explicação. E um belo dia, um amigo me chamou para uma reunião de estudo do Espiritismo na casa dele. Eu tinha medo, minhas crenças, ainda baseadas no catolicismo, me diziam que aquilo não era coisa de Deus. Mas ele era um amigo muito querido, uma pessoa muito boa e, como eu buscava novas explicações, resolvi confiar e fui. Foi uma grata surpresa. Não era “demoníaco” como eu temia.

Fazendo um parênteses, se o eu dessa época soubesse o que seria de mim hoje, talvez eu tivesse saído correndo para me enclausurar.

Retomando, alguns encontros depois, os meninos começaram seus estágios da faculdade e as reuniões acabaram. Eu não busquei mais nenhuma religião até 2012, quando já havia terminado a faculdade e me mudado para São Bernardo do Campo para fazer pós graduação. Nessa época, os fenômenos mediúnicos estavam a toda e eu tinha (ainda tenho) duas amigas da cidade que me apresentaram um Centro Espírita. E lá fui eu, pela primeira vez num centro, com medo, ainda achando “vai que não é de Deus”, mas sem mais nenhuma alternativa aparente para me ajudar. E foi mais um passo na desconstrução daquele preconceito. As palestras, os passes, os livros e as conversas com as pessoas da casa me ajudaram muito.

Faço uma observação nesse ponto, cheguei ao Espiritismo com 22 anos e, até agora na minha história, a coisa havia sido a passos lentos, mas a partir daqui começa a acelerar um pouco.

Foi um ano no Espiritismo e eu ia começar os estudos no centro em alguns meses. Foi quando a mediunidade começou a apertar. Eu trabalhava em uma empresa com uma energia um tanto densa e absorvia muito daquilo. Comecei a deprimir, a me descontrolar, passar por muitos picos de humor e uma colega de trabalho notou que aquilo poderia não ser um distúrbio psiquiátrico. Ela me apresentou um grupo de “Mesa Branca” do qual ela participava e em três meses eu estava trabalhando nesse grupo como médium. Foi mais um ano ali, houve um alívio no princípio, porém algumas crenças um pouco limitantes foram ensinadas para mim e, mais uma vez, cheguei num ponto que começou a não bastar. Deixei o grupo e fiquei um tempo sem frequentar lugar nenhum. Até que, em 2014, fui fazer uma consulta em um numerólogo, descobri q minha vida estava um tanto fora do propósito e comecei a frequentar uma casa “Universalista” que ele me indicou. Universalista no sentido que misturava duas religiões principais (Espiritismo e Umbanda) e, também, conceitos de outras religiões e filosofias. Em 2015 comecei um curso de “Introdução ao Pensamento Espiritualista” nessa casa e foi quando, finalmente, meu despertar maior começou.

Ao mesmo tempo eu conheci a Psicoterapia Reencarnacionista. Em um mês de terapia, minha vida mudou tanto (para melhor claro) que eu resolvi que essa seria minha nova formação. Encontrei meu propósito de vida, entendi porque era tão infeliz na engenharia, pois eu tinha no meu íntimo que deveria ajudar pessoas e não praticava isso na minha profissão.

E desse período para cá, foram muitas desconstruções, uma caminhada muito intensa no autoconhecimento e algumas formações em terapias complementares. Conheci a Umbanda, o Budismo, o Hinduísmo, filosofias diversas, astrologia, numerologia, xamanismo, medicinas da floresta e muitas outras práticas e conhecimentos. Porém o principal que eu venho aprendido e conhecido nesses últimos anos sou eu mesma. Foi uma longa caminhada para chegar a mim. E vai continuar sendo, pois ainda há muito a descascar para chegar à essência.

Cada dia é uma descoberta, cada dia é um aprendizado e cada dia é um desafio em me permitir olhar para dentro, em continuar descobrindo quem eu sou e em me aceitar.
Hoje não tenho uma religião específica, sigo o que meu coração me diz, o que o Universo me mostra que é o caminho naquele momento. Bebo em vários conhecimentos da humanidade, mas bebo principalmente na maior fonte que é Deus dentro de nós mesmos.

E o caminho é de cada um, o mais importante é chegar ao ponto de se permitir o autoconhecimento e, a partir dele, todo um novo mundo se abrirá.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:


Gratidão por ler até aqui.


Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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