Família sob um olhar reencarnacionista
Oi pessoal! Texto novo chegando e o tema hoje é a família sob um olhar reencarnacionista. Grande parte dos conceitos do texto será baseada no que diz a Psicoterapia Reencarnacionista, mas não foge dos conceitos gerais do espiritualismo.
Primeiramente, vamos colocar a questão de como “caímos”
naquela família. Existem muitas leis universais que são respeitadas na hora de
escolher o pai e a mãe de uma encarnação: Necessidade, Retorno, Resgate,
Merecimento, Similaridade e Finalidade.
A Lei da necessidade é o porquê precisamos passar por
aquilo, ela se dá através dos mecanismos que trazem à tona as características
que precisamos melhorar. Um desses mecanismos são os Gatilhos, sobre o qual já
temos um texto aqui no blog --> https://goo.gl/igmv6X.
A Lei do retorno consiste em recebermos de volta o que
fizemos anteriormente, podendo ser um pagamento por atitudes “ruins”.
A Lei do resgate é a reconciliação com outros espíritos, com
os quais foram criados conflitos.
A Lei do merecimento é o que merecemos receber de Deus, podendo
ser “bom” ou “ruim”.
A Lei da similaridade é a atração de espíritos na mesma
frequência, nossos espelhos.
A Lei da finalidade é o para que precisamos passar por
aquilo, no caso, para evolução espiritual.
Então com base nessas leis, escolhemos nossos pais antes de
reencarnar. A questão do escolher é algo importante a ser tratado. A grande
maioria de nós tem sim a oportunidade de dar opiniões, ou seja, de cocriar o
planejamento reencarnatório e isso inclui a família em que vai nascer. Em
poucos casos a escolha não existe e aí a pessoa reencarna na família que o
Divino ordena, o que chamamos de “Decreto Divino”. Mas vamos partir do
princípio de que fizemos nossa escolha e nascermos na família atual.
Bom, olhando essas leis, já podemos tirar a primeira
conclusão: Família é um grande desafio!
Nossos pais, principalmente, são grandes gatilhos para nós.
Eles estão encarregados de aflorar os principais pontos da nossa personalidade
que devemos trabalhar durante a encarnação e isso não costuma ser agradável e
nem confortável. E é exatamente por isso que a grande maioria de nós tem muitas
queixas da infância.
Para quem tem problemas com abandono, é comum entrar em uma
família em que os pais vão se separar, ou em que um irmão será favorecido, ou
em que os pais trabalham muito e acabam por terceirizar o cuidado aos filhos.
Para quem é muito autoritário ou controlador, é comum entrar em uma família em
que os pais são extremamente controladores e a criança tem que aprender a se
submeter. Enfim, os exemplos são inúmeros, mas o mais importante, a essa altura,
é que comecemos a nos questionar “por que eu entrei nessa família?”.
Proponho o exercício de olhar com atenção cada uma das leis
citadas acima e analisar, membro a membro da família, ou até mesmo outras
pessoas muito importantes na nossa infância, onde cada uma pode ser encaixada. O
que temos em nós que necessitou aquela pessoa na nossa infância? Posso ter
feito ações em outras vidas que resultou nas circunstâncias da infância atual?
Tenho características (“boas” ou “ruins”) que são espelhos de alguém da
família? E por aí vai...
Estou citando muito a infância por ser nessa fase que nossa
Personalidade Congênita (características que já trazemos de outras vidas)
aflora. Mas nossa família mantém sua função por toda a vida e continua
aflorando coisas conforme passamos por outras fases (adolescência, depois de
deixar a casa dos pais, ou ao permanecer na casa dos pais, quando os pais
começam a envelhecer...).
Dependendo de nossas escolhas, podemos começar uma nova
família. Nos juntamos com um parceiro(a), ou podemos ter filhos e, então, essas
pessoas vão assumir uma parte do papel que a família em que crescemos tinha.
Esse é um dos motivos porque, muitas vezes, acabamos tendo parceiros(as)
parecidos com nossos pais, pois eles precisam continuar a aflorar certos pontos
da nossa personalidade. E quanto aos filhos, também estão encaixados nas mesmas
leis, mas vamos lembrar que eles passaram pelo processo de nos escolher, assim
como escolhermos os nossos pais.
Podemos perceber que essas pessoas são uma grande escola e
uma grande oportunidade na evolução do nosso Ego e da nossa Consciência. Cada uma
tem seu papel a cumprir e contribui no nosso plano encarnatório, de maneira
confortável ou não. E repetindo o que tenho colocado em tantos textos, ao
tomarmos a responsabilidade das nossas vidas para nós e entendermos que
passamos por tudo o que temos de passar, saímos do papel de vítima. Assim,
podemos entender melhor nossos familiares e ressignificar nossa visão de cada um.
Ressignificar nossos sentimentos em relação a eles, nossas possíveis mágoas,
tristezas, raivas, desejos de que fossem diferentes. E quem sabe, desenvolver a
Gratidão por tudo, não só pelos bons momentos, que passamos com relação a eles.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no
blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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