Ansiedade e os padrões sociais
Oi pessoal! Fiz uma enquete essa semana e os pedidos foram para que eu falasse mais sobre Ansiedade.
Primeiramente, se você puder, leia o texto anterior --> https://goo.gl/e5v3FY, pois ele pode conter alguns conceitos que já lhe ajudem.
A Ansiedade se manifesta de diversas formas, tanto psicológicas
e emocionais, quanto físicas. Uma dessas manifestações é como uma espécie de
medo, de receio. E hoje vamos focar em uma questão bem corriqueira que impacta
fortemente essa manifestação da Ansiedade: os padrões sociais.
Será que o mundo nos cobra que sejamos de uma maneira
específica? Homens que não devem ser sentimentalistas, mulheres que devem ter
um corpo sem gordura, crianças que não devem ser agitadas, jovens que devem
escolher uma faculdade e ter um ótimo salário até os 30 anos, adultos que devem
casar e construir uma família, idosos que não podem ser dependentes. E mesmo
quando parecemos ser fora dos padrões, também há um cenário de sucesso, um
“como se deve ser”. Por exemplo, ser espiritualista é fora dos padrões, mas um
espiritualista “de sucesso” deve ser sempre calmo e positivo.
Algumas pessoas podem achar que não ligam para isso, mas,
por mais desapegados que possamos ser, alguns padrões vão, provavelmente,
acabar por nos atingir. O ser humano tem dentro de si a necessidade de pertencimento
e a sociedade desenvolveu, ao longo de séculos, esse sistema de tribos, de moda
e de padrões para pertencermos. E então disparamos pelo menos dois mecanismos:
o de deixarmos de ser quem somos para entrar nos padrões e para pertencer a
algum grupo e, ao constatarmos que não nos encaixamos verdadeiramente em nenhum
padrão, o medo da rejeição.
Será que esses mecanismos alimentam ansiedade?
Quando vamos conhecer pessoas novas, ficamos ansiosos
pensando se vamos agradá-las? Quando vamos para uma entrevista de emprego,
ficamos ansiosos por encontrar as palavras certas para parecer que preenchemos
ao máximo os requisitos da vaga? Quando vamos nos pesar, ficamos ansiosos e
tiramos até as meias para reduzir qualquer grama que possa contar na balança?
(Serve para quem quer engordar e faz uma bela refeição antes de se pesar
também).
Vamos fazer um exercício muito rápido: feche os olhos,
respire algumas vezes, sinta o ar entrando e saindo pelas narinas e, por alguns
instantes, imagine um mundo livre, em que você pudesse ser do jeito que
quisesse e, mesmo assim, muitos iriam te amar, te acolher e te respeitar.
Sentiu um peso saindo das costas? Sentiu a ansiedade diminuindo?
Mas, o mundo não vai mudar da noite para o dia. A sociedade
vai primeiro continuar aumentando as classificações e fragmentando os grupos e,
somente depois, pode ser que os padrões desapareçam.
Enquanto isso não ocorre, provavelmente acabaremos essa
encarnação e essa mudança estará longe de ocorrer, o que podemos fazer?
Dentro
dessa manifestação da Ansiedade, uma boa solução final é se aceitar ao máximo,
se acolher ao máximo, para que não dependamos tanto da aceitação externa. E
para isso, necessitamos nos conhecer. Quanto mais nos aprofundamos no
autoconhecimento (leia o texto sobre autoconhecimento aqui --> https://goo.gl/C5EeBa), mais as camadas e
máscaras que colocamos ao longo da vida (e não somente dessa vida) vão se
diluindo e vamos praticamente renascendo para a percepção de nós mesmos.
Começamos a nos permitir sermos quem somos verdadeiramente e a autoaceitação começa
a aparecer. Alguns padrões deixam de nos afetar, outros começam a afetar menos
e essa manifestação da Ansiedade diminui.
Lembrando que para mudarmos o mundo, necessitamos nos mudar
primeiro. São essas mudanças interiores que refletirão em um mundo melhor.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no
blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - Guiando pelo caminho interior

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