Gatilhos, ferramenta da vida para entrarmos em contato com nós mesmos



Oi pessoal! O tema de hoje é “Gatilhos”.

Ao pesquisar o tema no Google e nas diversas bibliografias disponíveis, encontramos muitas informações e conteúdos distintos para gatilhos, então se você já tem um conceito sobre o assunto, pode ser que você vá ler coisas diferentes aqui, isso porque eu vou falar sobre os gatilhos segundo a Psicoterapia Reencarnacionista.

A Psicoterapia Reencarnacionista é uma das terapias com que trabalho e que engloba vidas passadas. Mas, além das Regressões, ela também apresenta outras ferramentas e conceitos para nos conhecermos com mais profundidade. Um desses conceitos são os Gatilhos.

Então, nós estamos numa vida na matéria e temos algumas (muitas) melhorias para fazer enquanto estamos encarnados. Mas, como saber o que temos que melhorar?

Quando estamos no começo dessa estrada do autoconhecimento, nós começamos a perceber o quanto pode ser incômodo e difícil olhar para nós mesmos. Não temos ideia da existência de muitas de nossas características e outras delas, que até sabemos que estão lá, fazemos de tudo para não enxergar.

E aí vem uma das ferramentas da vida que vai nos mostrar essas características e nos deixar em contato constante com elas, que são os Gatilhos. Os Gatilhos são qualquer situação ou pessoa que faça surgir algo em nós que deve ser trabalhado.

Um exemplo: um amigo seu irá mudar de cidade e você se sente abandonado por conta disso. O seu amigo e a atitude dele de mudar de cidade são gatilhos que despertaram dentro de você uma tendência a sentir abandono.
Todo mundo se sentiria abandonado por conta da mudança de cidade de um amigo?
Não, somente as pessoas que tem tendência a sentirem-se abandonadas.

Mais um exemplo: uma criança que é boa jogadora de futebol, mas é péssima jogadora de vôlei, é a última a ser escolhida para o time de vôlei na aula de educação física e se sente rejeitada. Essa situação foi um gatilho para a tendência de sentir rejeição dessa criança. Toda criança se sentiria rejeitada na mesma situação? Não, somente as crianças com tendência a sentirem rejeição.

Nesses casos, essas pessoas tiveram contato com algo delas que tem que ser melhorado. Tendências a sentirem-se abandonadas ou rejeitadas.

Mas os gatilhos são só para isso? Não!!! Os gatilhos também podem ser positivos, ou seja, nos colocarem em contato com coisas boas que temos e não sabemos, ou não usamos muito.

Exemplos?
Diversas situações difíceis acontecem seguidamente e você não se afeta. Isso mostra o quanto você é paciente e resiliente.
Uma situação que te causa muita apreensão acontece, mas você reúne os recursos necessários e a enfrenta. Isso mostra o quanto você é corajoso(a).
Seus pais vivem brigando, mas você consegue olhar as brigas de maneira calma e os ajuda a enxergar a situação de diferentes ângulos, por isso eles fazem as pazes. Isso mostra o quanto você é pacífico.

Enfim, a essa altura, você já deve estar se perguntando se praticamente tudo na vida é gatilho! Sim, é. E com essas informações, a partir de agora, podemos mudar alguns olhares sobre as pessoas e situações da vida.

Dois desses olhares são em relação aos pais e à infância. Sempre temos reclamações quanto a nossos pais e quanto a nossa infância. Mas agora pergunte:
“O que tenho em mim que precisei de pais assim para me mostrar?”
“O que tenho em mim que precisei de uma infância assim para me mostrar?”

E como esse mecanismo de Gatilhos é constante, mesmo quando crescemos e, porventura, já não temos tanta convivência com nossos pais, outros gatilhos aparecem para substituí-los.

Temos um emprego com chefe ou colegas de trabalho que nos fazem sentir como nossos pais faziam. Ou um marido, ou uma esposa, ou filhos, ou amigos, ou sogro(a)...e por aí vai. Enquanto não olhamos para o que eles querem nos mostrar e não começamos as nossas mudanças, eles continuam com o mesmo comportamento. E os mais diversos gatilhos continuam brotando, por todos os lados, para que nós olhemos para nós mesmos!

Uma boa nova é que quando finalmente mudamos, eles desparecem! Milagrosamente aqueles seres incômodos saem da nossa vida ou mudam de atitude.
Porém, outros começam a aparecer para mostrar outras coisinhas que temos dentro de nós para aprimorar. 

Mas essa é a vida...e conforme ganhamos consciência e percebemos o quanto os gatilhos são importantes, passamos até a gostar deles (meio difícil, mas não impossível).

Agora, não vamos deixar os gatilhos positivos de fora e só prestar atenção nos negativos. Os positivos também são muito importantes. Eles nos ajudam a ver que não somos assim de todo o mal! Que temos nossas virtudes e, com elas, podemos ajudar o mundo e, também, ajudar a cada um que não tem uma virtude específica a desenvolvê-la. Isso pode ser feito de maneira direta, ou somente com nossos exemplos. Eles nos colocam, também, em contato com o que temos do Divino mais presente em nós e, quanto mais em contato com nosso Divino, mais fácil ajeitar o que Dele não temos tão presente ou desenvolvido assim.

Por fim, uma última dica sobre os Gatilhos.
“Quanto mais frequente o Gatilho é, mais urgente se faz tratar o que ele desperta.”

Então, está aí mais uma ferramenta para nosso autoconhecimento.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:

Gratidão por ler até aqui.

Tatiana Rocha - guiando pelo caminho interior

Comentários

Mais Visto

Determinação, muito mais que força de vontade

Ansiedade, dicas simples para nos ajudar

Níveis do Ego: a criança, o adolescente e o adulto dentro de nós