Autoconhecimento e nossos despertares
Vamos começar com um exercício: faça uma breve descrição de
si, mentalmente mesmo, como se estivesse se apresentando para alguém que acabou
de conhecer.
Provavelmente foram usados muitos rótulos padronizados, como
nome, profissão, idade, gostos pessoais e características básicas de
personalidade. Mas somos só isso mesmo? Se conhecer é só saber do que gosta, é
só saber os comportamentos básicos, os pseudo defeitos e as pseudo qualidades (ser
explosivo, tímido, gentil, confiável)?
No início dos nossos primeiros despertares e nos primeiros
níveis de Autoconhecimento, achamos que já sabemos quem somos.
E aí vai a
primeira dica:
“Somos muito mais profundos do que possamos imaginar.”
Estamos vendo e vivendo um movimento universal, em que há
muitas pessoas despertando para algo diferente, percebendo que viver é muito
mais do que acreditavam e tendo o desejo de se reformar. E aí se faz necessário,
dentre outras coisas, o aprofundamento do Autoconhecimento. Só conseguimos
transformar efetivamente o que conhecemos muito bem. Portanto, para fazermos
essa transformação, que algo dentro de nós deseja tanto, precisamos nos conhecer
com profundidade.
Segunda dica:
“Uma mudança profunda começa olhando para dentro.”
Falando em olhar para dentro, eu me lembro bem da primeira
vez que me apresentaram um pouco do que Buda falava e outros conceitos
espiritualistas. Disseram que eu teria que olhar para mim, de um jeito que
ficasse somente eu e eu mesma, me conhecer verdadeiramente e ver que tudo na
minha vida era responsabilidade minha, de mais ninguém.
Fiquei aterrorizada!
Aquilo significava que eu teria que tirar todas as minhas “desculpas
do externo” para tudo o que eu não gostava em mim mesma. Quem eu era não
estaria mais na conta da sociedade, da minha infância, da família. Quem eu era
se tornaria responsabilidade minha e isso era bem desconfortável.
Terceira dica:
“Um Autoconhecimento profundo necessita de
autorresponsabilidade.”
A Autorresponsabilidade não vem para que não percebamos o
externo, muito além, ela também vem para nos mostrar que tudo o que vemos fora
é porque temos em nós. E esse ponto é mais um despertar, podemos chegar a essa
fase quando já passamos por muita terapia, já estudamos muito a
espiritualidade, já éramos abertos para algo mais, ou podemos simplesmente
perceber que somos responsáveis por nós mesmos. Ou seja, faz parte do caminho
de cada um.
Por fim, vamos lembrar que ainda existirão outros níveis de
Autoconhecimento por vir no nosso caminhar. Por exemplo, quando começarmos a
despertar para a Unidade, para o “Todos somos Um”.
Assim, a última dica é:
“Se faz importante nos mantermos abertos, pois há muito a
ser descoberto e vivido nessa área!”
Espero que esse breve texto ajude no despertar de cada um de
nós.
Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Pode postar aqui no
blog, ou entrar em contato pelos seguintes meios:
Gratidão por ler até aqui.
Tatiana Rocha - guiando pelo caminho interior

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